Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Pensamentos esfumados

          

                                   

 

             - Queria saber pôr em palavras o que me vai na cabeça. Fumo este cigarro, mas não sabe a nada! Queria saber como transformar em fumo as palavras que não me saem da boca, para que se possam espalhar por aí , pelas pessoas.

            - Sabe, o fumo do tabaco incomoda a maior parte das pessoas.

            - Ora, bolas! Precisamente! Esta cambada de idiotas precisa de ouvir umas boas verdades! Precisa de ser incomodada! Se eu conseguisse transformar as palavras que quero no fumo do tabaco…

            - Então não seria só o senhor quem teria o poder de dizer as verdades... Muita gente fuma, como já reparou…

            - Ah! Fumam, mas o fumo incomoda-os! Cambada de idiotas! Cínicos! Hipócritas, são o que são! Se o meu fumo fosse as minhas palavras, soprava-o bem soprado para cima de certas e determinadas pessoas!

            - Ja disse, não pense que é o único que fuma...

            - Oh, rapariga! Nao venhas com tretas! Bem sabes que podem muito bem fumar, mas nenhum deles dá uso à inteligência nem ao fumo! Se fosse eu, se fosse eu… Eu… Eu intoxicava-os todos com o meu fumo! É o que eu digo, bem que precisam de umas boas verdades!

            O senhor dá mais uma passa no seu cigarro. A ponta queimada invade mais um pouco de território, a parte branca encolhe-se mais um bocadinho, timidamente.

            - Oh, menina, menina! Se soubesse o que eu diria a esses chico-espertos que andam por aí a falar muito, depois a enganar as pessoas e depois a ficaram todos ricos e, ah e tal, depois com muito dinheiro, muita mulher, mas afinal são todos uns corruptos, pá!

            - Mas, então, senhor, o que diria a esses espertalhões?

            O senhor olha estupefacto para a rapariga. Dá um gole na cerveja, paga a conta, apaga o cigarro e vai-se embora.

            A rapariga olha para o cinzeiro. A beata do senhor encosta-se às suas novas amigas e companheiras, outras beatas. Ela acende um cigarro, dá uma passa e liberta o fumo da boca. Espreguiça-se.

O fumo voa, voa bem alto, para longe. O vento modela o fumo e, aos poucos, letras de cor cinzelada ou branca, de leveza leve, como nuvens esfumadas, dançam no céu, numa festa de palavras, desenhando os pensamentos da rapariga: Afinal, este senhor é igual a todos os outros. Idiota, cínico  e hipócrita...”.


         D-Furikuri =)

 

sinto-me: OK
música: YOU - KAT-TUN
reflexo de turma 12º 12 às 21:10

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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

Vida




        Ensina-me a lição da Vida.
        Há tantas perguntas que não têm resposta.

        Tu és o mestre da Vida, o criador do Mundo e eu sou apenas a aprendiz que quer olhar para as coisas e ver o que os outros não vêem, porque as coisas simples do quotidiano são lugares sagrados, altares, para quem tem olhos que saibam ver o invisível. E eu quero ver o invisível. Mas para ver o invisível, não basta ver com os olhos. Às vezes, é preciso ver com o coração.
        Mostra-me a essência da Alma e leva-me até ao céu, onde estão guardadas as coisas que se ama e que o tempo roubou. Ajuda-me a tocar nas palavras sem cair nas suas armadilhas, sem ser por elas enfeitiçada, porque algumas palavras são falsas e a verdade mora no silêncio que existe à volta delas. Transforma a beleza em eternidade, pois tudo o que é belo merece ser eterno e tudo o que é eterno merece ser belo. Mas o que é belo termina. O que é belo morre. Por isso, a beleza e a morte andam sempre de mãos dadas.
        Tenho tanto medo da Vida! Diz-me como plantar uma árvore. A árvore será a minha esperança. Copa grande, sombra amiga, ramos fortes, crianças no baloiço... Só terei de esperar que a árvore cresça devagar, muito devagar. Tão devagar que à sua sombra não me sentarei...

Um último texto antes de partir para o Algarve... Vou amanhã e só volto daqui a 2 semanas, dia 30 de Agosto. Um resto de boas férias para todos =)                                             
                                                                     Daniela Freitas
sinto-me: nostálgica
música: Façade of Reality - Epica
reflexo de turma 12º 12 às 23:18

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Domingo, 12 de Agosto de 2007

Dies Irae

Apetece cantar, mas ninguém canta.
Apetece chorar, mas ninguém chora.
Um fantasma levanta
A mão do medo sobre a nossa hora.

Apetece gritar, mas ninguém grita.
Apetece fugir, mas ninguém foge.
Um fantasma limita
Todo o futuro a este dia de hoje.

Apetece morrer, mas ninguém morre.
Apetece matar, mas ninguém mata.
Um fantasma percorre
Os motins onde a alma se arrebata.

Oh! maldição do tempo em que vivemos,
Sepultura de grades cinzeladas,
Que deixam ver a vida que não temos
E as angústias paradas!


Miguel Torga


D-Furikuri =)

reflexo de turma 12º 12 às 23:41

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Miguel Torga (12 Agosto 1907- 17 Janeiro 1995)

Conquista

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente

Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

                 Miguel Torga

...e venham cá convencer-me do contrário!!!!!

AC

música: Imagine
tags:
reflexo de turma 12º 12 às 11:18

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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

Efémero


       Tentei voar como um pássaro para o sonho da eternidade, mas não consegui alcançar o infinito, pois nada é eterno. Tudo é efémero.
   A realidade espreita em cada porta do desconhecido e o Mundo espera por nós. Há que conhecê-lo. Os segredos que ainda não foram revelados permanecem guardados em cada alma incandescente, e correm por entre as margens do rio da descoberta. As palavras nascem, vivem e morrem na boca do poeta como o ciclo da vida. O sorriso de uma criança embeleza o sentimento e faz brilhar as estrelas da noite mágica.

   É tempo de tocar as notas musicais do paraíso, folhear as páginas do livro da felicidade, mergulhar na água do futuro, lutar contra as tempestades.

   A vida não pára. A vida corre e corre e corre e continua a correr ao longo dos anos que passam até a um tempo indefinido. Se as asas ocultas rasgarem a tua alma, então poderás voar, então serás livre.

 

                                            * Daniela Freitas *

sinto-me: muito feliz =)
reflexo de turma 12º 12 às 22:05

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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Para os meus amigos...professores incluidos

Primeiro sentia falta de VOCÊS, porque não vos conhecia e tinha necessidade
de encontrar amigos assim...como VOCÊS.Impossíveis de descrever e
insubstituíveis.
Nas férias e nos fins- de-semana sentia falta de VOCÊS, porque precisava de
falar com alguém que me entendesse, precisava de estar com alguém que me
fizesse bem, precisava de partilhar com alguém sorrisos, gargalhadas, choros,
tristezas, brincadeiras, descobertas, conhecimentos, aventuras e muitas
loucuras.. coisas saudáveis que permitem criar bases fortes para uma amizade
duradoura, que transformam as pessoas e nos dão memórias inesquecíveis.

Agora sinto a falta de VOCÊS, porque já vos conheco e ganhei por VOCÊS uma amizade muito forte e sincera e, de uma forma ou de outra, acrescentaram
algo à minha vida. Temperaram-na com beijos, gestos, palavras...muitas
palavras e tantos sorrisos.

A distância física entre nós aumentou, mas a nossa amizade é suficientemente
verdadeira para ultrapassar todos os obstáculos e mais algum e manter -se
intacta, exactamente igual como se eu estivesse com VOCÊS agora, neste
preciso momento, porque VOCÊS são as peças do puzzle do meu Eu. VOCÊS completam- me.

E finalmente, sinto falta de VOCÊS e espero senti-la o resto da minha vida,
porque isso significa que ainda estou viva.

Em VOCÊS, eu encontro as forças de que preciso para continuar a existir, para
continuar a sorrir, para continuar a tentar, para continuar tudo.

Adoro- vos e sentirei sempre a falta de VOCÊS. São muito especiais.

" Every step i take/Every move i make / Every single day/ Every time i
pray/I'll be missing you!"

31/jul/2007 By Tânia Briffe

P.S.: Não se habituem a estas lamechiches, hã? 
reflexo de turma 12º 12 às 22:43

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