Domingo, 20 de Julho de 2008

The Grimm Tales Of The Grimm Brothers

 

 

                                                                       O Patinho Feio

          

            O Patinho Feio era um cisne muito bonito.

       Pena nunca ninguém ter tido o conhecimento de que ele era, na verdade,

            Um cisne muito bonito.

 

            Logo o Patinho Feio cresceu a pensar que era

            Um Patinho Feio.

            Era tão Feio quanto era Bonito, se formos a ver bem.

            Mas uma coisa era certa:

            O Patinho Feio era muito solitário.

            Tão solitário que para passar o tempo

            Fazia dicionários com as suas definições de solidão.

 

            Claro que a sua mãe não ajudava,

            A Pata Mor.

            Ela dizia-lhe que ele não podia grasnar,

            Quando todos os patos grasnam,

            Todos isto é, menos o Patinho Feio e Pata Mor.

            Mas o Patinho Feio também não tinha interesse em grasnar.

 

            O Patinho Feio cresceu sozinho

            E depressa se fartou dos riachos e dos lagos.

            Todas as folhas eram iguais, a chuva fazia sempre o mesmo som.

            Não percebia a importância que poderiam ter para os outros.

 

            Assim o Patinho Feio cresceu até se tornar num Pato Feio

            Bem feito, ou neste caso, mal feito porque era um cisne.

            E ia para o seu emprego, nos cubículos Quack Lt.,

            E voltava para a sua casa nos nenúfares sociais,

            Para ir dar um banho de esponja

            À sua cada vez mais repulsiva

            Repugnante

            Mórbida

            Odiosa

            Obesa

            Madrasta.

            Afinal, porque uma mãe assim tão má não é mãe.

            E a Pata Mor não era a mãe biológica do Pato Feio.

 

            Um dia, cansado da vida,

            O Cisne Ignorante chegou a casa

            Para descobrir a mãe morta na banheira.

            Apeteceu-lhe grasnar mas não valeu de nada.

 

          Viveu mais duas semanas até partir o pescoço numa tentativa de auto-asfixia erótica.

 

                                        Brother Bernard

 

            (P.S. - Eu tenho o perfeito conhecimento de que o Patinho Feio foi escrito por Hans Christian Andersen no século dezanove.)

reflexo de turma 12º 12 às 12:52

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3 comentários:
De turma 12º 12 a 21 de Julho de 2008 às 23:32
estas cada vez mais morbido... silvie
De turma 12º 12 a 22 de Julho de 2008 às 07:54
Eu não sou mórbido. Sou ultra-romantico. João
De pirua a 30 de Julho de 2008 às 10:41
um cão ultra-româmtico que escreve sobre um pato solitário! nada mau nada mau. a gata tem invejaaaaa
a ideia é agradável! nada de patinho feio aqui, tudo é novo! gostei

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